Escritinhos
R$60.00
Nos anos 1960, uma família vinda de São Paulo radicou-se no nascente bairro Camargos, na zona oeste de Belo Horizonte, entre a favela, as indústrias e os campinhos de futebol. Eder Carneiro era o primogênito dessa família, um menino inteligente e puro, mas desde cedo com o olhar atento ao mundo que o cercava. Nestes Escritinhos, ele revive a periferia, os personagens cômicos e trágicos, as transformações sociais. E narra, com verve impagável, as dores e delícias de ser aquele menino que cresceu, virou professor de sociologia e hoje, aposentado e dono de casa, se diverte escrevendo para nós, leitores afortunados.
GTIN: 9786588256619
NMC: 4901.99.00
Edição: 1ª Edição
Data de publicação: 28/06/2025
Tipo de produto: Livro brochura (paperback), Com orelhas
Conteúdo do produto: Texto, Imagens
Número de páginas: 236
Descrição do Público-alvo: Jovens e Adultos
Segmentação: Geral
Eu gostaria de escrever um texto de orelha para o livro do Eder falando de todas as emoções que ele me provoca, desde que comecei a acompanhar as aventuras desse cara que conheci na Fafich, com quem fiz teatro, lutamos contra a ditadura e demos boas risadas. Conheci nos textos publicados nas redes sociais o menino da periferia que teve uma infância dura e feliz, que vivenciou e testemunhou dramas e comédias, que viu desfilar aos seus olhos as transformações do bairro, da cidade, da classe operária, do país. Chorei e gargalhei com cada história, cada comentário, cada trágico personagem.
Mas, para explicar o que o leitor tem em mãos, nada melhor que as palavras do próprio autor:
“Então, o que faz um velho que, como eu, não joga damas na pracinha do bairro? Onde e para quem contará suas lorotas? Foi nesse ponto que a aposentadoria me salvou. Com ela, pude abandonar a ciência e a escrita de textos acadêmicos, comprometidos com a verdade, e me entregar de vez ao vício de contar casos. Basta-me sentar e escrever. Como na contação oral de casos, misturo num personagem pedaços de várias pessoas, deformo e reformo lugares, juro mentiras categóricas, exagero no drama, cometo plágios discretos e imaginações despudoradas. (…)
Mas a farra não pode degenerar em relacionamento abusivo. É preciso calibrar o grau de embriaguez para que o texto não descambe para o palavreado bêbado. A cada frase, me envergonho e corto, reduzo e remendo, substituo e recomeço, desisto e me empolgo, recalculo o rumo da prosa. As memórias, reais ou recriadas, os cacos de estórias lidas ou ouvidas, as imaginações que me visitam, tudo é matéria bruta, substantiva, cuja essencialidade deve ser preservada exatamente por meio de sua precisa transfiguração em formas agradáveis, em um texto que eu ache pelo menos razoavelmente apetecível para mim e que eu suponha que assim possa ser para algumas pessoas. Importa que alguém se interesse em lê-lo e o faça. Só assim posso recontar-me e me reescrever por completo.”
Clara Arreguy, escritora e editora
Autor(a) ,
Eder Jurandir Carneiro
Eder Carneiro é paulistano de nascimento e mineiro por sólida formação belorizontina. Vive em São João del-Rei desde 1991. Em 2021 aposentou-se como professor de sociologia, passando a dedicar-se inteiramente às suas vocações reais de dono de casa, pai (de três filhos), avô (de um neto) e marido (de uma mulher). Exerce também com alegria a ascese da velhice, que envolve a leitura dos clássicos, o manuseio de serra tico-tico e alicate de pressão como formas de reflexão sincera sobre a morte. Desentendido do presente, escapa cada vez mais para a infância e faz misturas de lembranças, estórias, imaginações e sonhos. Agora, chegou ao cúmulo de convertê-las em escritinhos e fazê-los publicar.
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